Leonard Bernstein (1918 – 1990)

Leonard Bernstein nasceu em Lawrence, Massachussetts, EUA, em 25 de agosto de 1918, filho dos imigrantes russos Jennie Resnick e Samuel Joseph Bernstein.

Casou-se em 1951 com a atriz chilena Felícia Montealegre Cohn, com quem teve três filhos, Jamie Anne Maria, Alexander Serge Leonard e Nina Maria Felícia.

Após ganhar um piano de sua tia Clara, decidiu que dedicaria sua vida à música.

Teve suas primeiras lições com Frieda Karp (1928), depois com Susan Williams no New England Conservatory of Music (1930) e com Helen G. Coates (1932), além das aulas de música que frequentava na high school – The Boston Latin School.

Ingressou na Universidade de Harvard em 1935, e após se formar, em 1939, continuou seus estudos no Curtis Institute of Music na Filadélfia até 1941.

Conheceu Aaron Copland em 1937 e os dois se tornaram amigos íntimos. Bernstein gravou quase todos os trabalhos para orquestra do amigo e em 1962 estreou sua peça Connotations no Lincoln Center. Tocava com tanta freqüência as Piano Variations de Copland que a composição acabou se tornando sua marca registrada.

Em 1940 e 1941 participou dos cursos de verão no Tanglewood Music Center com o maestro Koussevitzky, e em 1942 foi por ele convidado para se tornar seu assistente.

Em 1943 assumiu o posto de Maestro Assistente da New York Philharmonic. Em uma apresentação no Carnegie Hall, em que substituiu o maestro Bruno Walter, foi aclamado pela crítica e acabou na primeira página do New York Times, ganhando notoriedade.

Foi Diretor Musical da Orquestra Sinfônica de Nova York entre 1945 e 1947.

Após da morte de Koussevitzky, em Junho de 1951, assumiu os departamentos de orquestra e regência de Tanglewood, onde deu aula durante vários anos.

Tornou-se Diretor Musical da New York Philharmonic em 1958. Conduziu um número recorde de apresentações e com ela fez mais da metade de suas gravações. Ocupou o cargo até renunciar em 1969, sendo agraciado com o título de Maestro Honorário Vitalício.

Fez inúmeros concertos pelo mundo, como convidado para reger as orquestras locais e também com a New York Philharmonic.

Seu primeiro concerto fora dos EUA foi em 1944 em Montreal.

Imediatamente após a II Guerra, em 1946, regeu em Londres e no Festival Internacional de Música em Praga com a Czech Philharmonic.

Entre os diversos países onde se apresentou estão incluídos Alemanha, Itália (primeiro americano a reger no La Scala, em Milão, com Maria Callas na ópera Cherubini’s Medea), Hungria, Áustria, França, Grécia, Dinamarca, URSS, Japão, Alasca, Nova Zelândia, México e principalmente Israel.

Em 1947 regeu pela primeira vez a Orquestra Filarmônica de Israel, que se chamava Orquestra Palestina, no deserto de Neguev, em plena frente de batalha na luta pela independência de Israel, interpretando a sinfonia Ressurreição de Mahler para comemorar a libertação de Jerusalém.

Começou assim um relacionamento que durou por toda sua vida. O maestro fazia visitas frequentes a Israel e fez inúmeras gravações e apresentações com a orquestra. Em 1963 estreou em Tel Aviv sua Sinfonia nº 3: Kaddish. Em 1988 foi nomeado Regente Honorário. Seu último concerto com a Filarmônica de Israel foi em Junho de 1989, um ano e quatro meses antes de sua morte.

Foi um militante na luta pela harmonia global. Apoiou a Anistia Internacional, no 40º aniversário da bomba atômica em 1985 fez a turnê “Jornada pela Paz” apresentando em Atenas e Hiroshima e, em 1989, regeu em ambos os lados do muro de Berlim quando o mesmo estava sendo derrubado.

Em 1987 ele estabeleceu a Fundação Felícia Montealegre Fellowship, que patrocina assistência financeira para estudantes de teatro, em memória de sua esposa que morreu em 1978.

Apresentou vários programas de televisão como: “Omnibus” (1954) em que ensinava música clássica para leigos, “The Art of Conducting” (1955), “Young People’s Concerts” com a New York Philharmonic na CBS (1958) e “Great Performances”.

Sua carreira foi condecorada por todo o mundo com inúmeros prêmios, medalhas, títulos honorários e festivais dedicados a ele.

Chegou a ganhar o Grammy 15 vezes (principalmente por suas obras Kaddish, Candide e Arias e Barcarolas e interpretações de Mahler, Prokofiev e Shostakovitch), tendo sido também honrado com o Lifetime Achievement Grammy Award.

Recebeu medalha de ouro da MacDowell Colony, Beethoven Society, Mahler Gesellschaft e da Academia Americana de Artes e Letras.

Nova York o homenageou com a Handel Medallion, o maior prêmio de honra concedido pela cidade à cultura.

Em 1990 recebeu da Japan Arts Association o Praemium Imperiale, um dos mais importantes prêmios internacionais, no valor de 1.500.000 yens ( aproximadamente 100.000 dólares), que ele usou para criar a BETA, The Bernstein Education Through the Arts Fund., uma fundação filantrópica dedicada à música.

Morreu logo depois, em 14 de outubro de 1990, aos 72 anos, de parada cardíaca em conseqüência de sua saúde já debilitada por problemas pulmonares causados pelo cigarro.

CAIXA Cultural São Paulo apresenta os 80 anos de gaita de Maurício Einhorn

A CAIXA Cultural São Paulo apresenta, de 13 a 15 de abril (sexta a domingo), o show Maurício Einhorn – 80 Anos de Gaita, com entrada franca. Os espetáculos têm patrocínio da CAIXA Econômica Federal.

Antes da apresentação do dia 14 (sábado), a Caixa exibe o documentário Mauricio Einhorn – Estamos Aí, dirigido por Rodolfo Novaes, sobre a vida e obra do artista, às 18h.

Considerado o maior gaitista brasileiro, o genial Einhorn – no auge de seus 85 anos – comemora oito décadas dedicadas à gaita com show autoral. O músico apresenta-se acompanhado por Alberto Chimelli (teclados), Luis Alves (baixo acústico) e João Cortez (bateria).

O gaitista é tido também como um dos melhores do mundo, tendo tocado com artistas do naipe de Sarah Vaughan, Nina Simone e Herbie Mann, entre outros. Com presença marcante no movimento bossa nova, ele compôs os clássicos “Batida Diferente” (com Durval Ferreira), “Tristeza de Nós Dois” (com D. Ferreira e Bebeto), “Estamos Aí” (com D. Ferreira e Regina Werneck) e “Alvorada” (com Arnaldo Costa e Lula Freire).

Formou com o violonista/guitarrista Hélio Delmiro e o baixista Arismar do Espírito Santo um trio dos mais requisitados nas noites cariocas, além de ter músicas gravadas no Brasil e no exterior por Tom Jobim, Leny Andrade, Herbie Mann, Paquito d’Rivera, David Fathead, Newman, Lino Nebbin, Cannonball Adderley e outros. Entre seus principais parceiros destacam-se Johnny Alf, Eumir Deodato, Sebastião Tapajós, Durval Ferreira, Arnaldo Costa, Alberto Arantes, Bebeto, Marco Versiani, Alberto Chimeli e José de Alencar Schettini.

Com sua técnica apurada e rara sensibilidade, Mauricio Einhorn é respeitado e querido no mundo todo, e pode se considerado também como patrimônio da cultura musical brasileira.

O repertório do show é formado por composições próprias: “Já Era” (parceria com Eumir Deodato); “Valsa para Marina”, “Conexão Leme”, “Te Olhei” e “Chorinho Carioca” (parcerias com Alberto Chimelli); “Mood”, “Artimanhas”, “Travessuras” e “Conexões” (parcerias com Alberto Araújo); “Acalanto” e “Please Could You Play Again” (com Lars Bo Enselmann); “São Conrado” (com Carlos Alberto Pingarilho), “Ao Amor” (com José Schettini); “Tema de Amor” (com Sebastião Tapajós); e “Tristeza de Nós Dois” (com Durval Ferreira e Bebeto Castilho).

Serviço

 Show: Maurício Einhorn – 80 Anos de Gaita

Data: 13 a 15 de abril. Sexta a domingo, às 19h15

Ingressos: Grátis. Distribuídos a partir das 9h do dia do evento

Duração: 60 minutos. Classificação: Livre. Capacidade: 80 lugares

Exibição do documentário: Mauricio Einhorn – Estamos Aí

Data: 14 de abril. Sábado, às 18h

Duração: 45 minutos. Ingressos: Grátis. Capacidade: 80 lugares.

Local: CAIXA Cultural São Paulo

Endereço: Praça da Sé, 111 – Centro

Informações: (11) 3321-4400

Acesso para pessoas com deficiência

Patrocínio: Caixa Econômica Federal

Sobre Maurício Einhorn

 Filho de gaitistas (imigrantes poloneses), Maurício Einhorn foi presenteado aos cinco anos com uma gaita de boca. Aos 10 anos, já se apresentava em programas de rádio. Em 1945, participou do conjunto de gaitas Broadway Boys e depois foi músico na Rádio Tupi. A primeira participação em estúdio foi em 1949, com o conjunto de harmônicas Brazilian Rascals. Iniciou-se no jazz em 1954, tocando na Rádio Mayrink Veiga e no bar do Hotel Plaza. Em 1960, teve registrado pela primeira vez seu trabalho de compositor, com a gravação de “Sambop” (com Durval Ferreira) e “Tristeza de Nós Dois” (com D. Ferreira e Bebeto) por Cladette Soares, no LP Nova Geração em Ritmo de Samba.

Nos Estados Unidos atuou em shows ao lado de músicos como Joe Carter, Paquito d’Rivera, Jim Hall, Ron Carter, Herbie Mann, Sarah Vaughan, Barney Kessel, Chuck Mangioni, Dom Burrows, Toots Thielemans, Joe Carter e Richard Kimball. No Brasil, tocou com Vitor Assis Brasil, Chico Buarque, Claudette Soares, Eumir Deodato, Os Cariocas, Gilberto Gil, Elis Regina, Nara Leão, Maysa, Raul Seixas, Maria Bethânia, Elba Ramalho, Zizi Possi, Luiz Melodia, Tito Madi, Pery Ribeiro, Carmen Costa, Lúcio Alves, Tom Jobim, Baden Powell, Edu Lobo, Hermeto Pascoal, Paulo Moura, Sebastião Tapajós, Sérgio Mendes, Sivuca, Waldir Azevedo e muitos outros. Apresentou-se em festivais como Montreux Festival, ao lado de David Samborn, Month Alexander e Nina Simone, III Festival Internacional da Canção (TV Globo), ao lado de Taiguara, IV Festival de Música Popular Brasileira (TV Record), com “Domingo de manhã” (dele, Arnaldo Costa e Mário Telles), interpretada por Wilson Miranda.

Participou de trilhas sonoras de diversos filmes (como Os Cafajestes, O Beijo no Asfalto e Lulu, de Phillipe de Broca) e telenovelas (a exemplo de Malu Mulher, TV Globo). Presença marcante também, em 1999, nos shows Tributo a K-Ximbinho (RJ), Tributo a Waldir Azevedo (Brasília) e 40 Anos de Bossa Nova (RJ), além de shows memoráveis comemorando seus 75 anos e 60 de carreira (em 2007, na Sala Cecília Meirelles – RJ) e pelo seu 80º aniversário (em 2012, no Teatro Vannucci – RJ), ao lado de Alberto Chimelli, Luiz Alves, João Cortez, Idriss Boudrioua e Chiquito Braga. Em 2013, Mauricio foi tema do documentário do diretor e músico Rodolfo Novaes (Mauricio Einhorn – Estamos Aí), que conta sua biografia, acontecimentos de sua carreira e seu ponto de vista sobre a música e a gaita.

Além de participar de dezenas de discos de outros artistas, Maurício Einhorn lançou Travessuras (2007 – Delira Música), Conversa de Amigos – vol. 2 (2007 – Delira Música), Conversa de Amigos – vol. 1 (2002 – Delira Música), O Encontro de Solistas (1999 – Movieplay), Tempos de Bossa Nova (1997 – Ed. Caras), Instrumental no CCBB (1996 – Tom Brasil), The Joe Carter Quartet (1996), Zimbo Trio / Maurício Einhorn e seu trio (1993 – Tom Brasil/Eldorado), Jugando en Buenos Aires (1985 – Selo Interdisc), Maurício Einhorn & Sebastião Tapajós (1984 – Barclay/Ariola), ME (1980 – Clam), The Oscar Winners (1975 – reeditado como A Era de Ouro do Cinema) e Portate Bien (1949 – Gravadora Rio, em 78 rpm).

Novo Projeto Musical

Bem vindos ao novo Projeto Musical!

O Projeto Musical agora passa a ser um Blog. Estamos trabalhando para poder levar a vocês que nos acompanham a mais de 15 anos muita informação e entretenimento sobre a música.

Será uma nova fase aonde iremos atras de novas matérias, entrevista e muuuita música.

Esperamos compartilhar bons momentos com todos vocês!

Projeto Musical
A ALEGRIA DE UMA SINFONIA DIFERENTE