CAIXA Cultural São Paulo apresenta os 80 anos de gaita de Maurício Einhorn

A CAIXA Cultural São Paulo apresenta, de 13 a 15 de abril (sexta a domingo), o show Maurício Einhorn – 80 Anos de Gaita, com entrada franca. Os espetáculos têm patrocínio da CAIXA Econômica Federal.

Antes da apresentação do dia 14 (sábado), a Caixa exibe o documentário Mauricio Einhorn – Estamos Aí, dirigido por Rodolfo Novaes, sobre a vida e obra do artista, às 18h.

Considerado o maior gaitista brasileiro, o genial Einhorn – no auge de seus 85 anos – comemora oito décadas dedicadas à gaita com show autoral. O músico apresenta-se acompanhado por Alberto Chimelli (teclados), Luis Alves (baixo acústico) e João Cortez (bateria).

O gaitista é tido também como um dos melhores do mundo, tendo tocado com artistas do naipe de Sarah Vaughan, Nina Simone e Herbie Mann, entre outros. Com presença marcante no movimento bossa nova, ele compôs os clássicos “Batida Diferente” (com Durval Ferreira), “Tristeza de Nós Dois” (com D. Ferreira e Bebeto), “Estamos Aí” (com D. Ferreira e Regina Werneck) e “Alvorada” (com Arnaldo Costa e Lula Freire).

Formou com o violonista/guitarrista Hélio Delmiro e o baixista Arismar do Espírito Santo um trio dos mais requisitados nas noites cariocas, além de ter músicas gravadas no Brasil e no exterior por Tom Jobim, Leny Andrade, Herbie Mann, Paquito d’Rivera, David Fathead, Newman, Lino Nebbin, Cannonball Adderley e outros. Entre seus principais parceiros destacam-se Johnny Alf, Eumir Deodato, Sebastião Tapajós, Durval Ferreira, Arnaldo Costa, Alberto Arantes, Bebeto, Marco Versiani, Alberto Chimeli e José de Alencar Schettini.

Com sua técnica apurada e rara sensibilidade, Mauricio Einhorn é respeitado e querido no mundo todo, e pode se considerado também como patrimônio da cultura musical brasileira.

O repertório do show é formado por composições próprias: “Já Era” (parceria com Eumir Deodato); “Valsa para Marina”, “Conexão Leme”, “Te Olhei” e “Chorinho Carioca” (parcerias com Alberto Chimelli); “Mood”, “Artimanhas”, “Travessuras” e “Conexões” (parcerias com Alberto Araújo); “Acalanto” e “Please Could You Play Again” (com Lars Bo Enselmann); “São Conrado” (com Carlos Alberto Pingarilho), “Ao Amor” (com José Schettini); “Tema de Amor” (com Sebastião Tapajós); e “Tristeza de Nós Dois” (com Durval Ferreira e Bebeto Castilho).

Serviço

 Show: Maurício Einhorn – 80 Anos de Gaita

Data: 13 a 15 de abril. Sexta a domingo, às 19h15

Ingressos: Grátis. Distribuídos a partir das 9h do dia do evento

Duração: 60 minutos. Classificação: Livre. Capacidade: 80 lugares

Exibição do documentário: Mauricio Einhorn – Estamos Aí

Data: 14 de abril. Sábado, às 18h

Duração: 45 minutos. Ingressos: Grátis. Capacidade: 80 lugares.

Local: CAIXA Cultural São Paulo

Endereço: Praça da Sé, 111 – Centro

Informações: (11) 3321-4400

Acesso para pessoas com deficiência

Patrocínio: Caixa Econômica Federal

Sobre Maurício Einhorn

 Filho de gaitistas (imigrantes poloneses), Maurício Einhorn foi presenteado aos cinco anos com uma gaita de boca. Aos 10 anos, já se apresentava em programas de rádio. Em 1945, participou do conjunto de gaitas Broadway Boys e depois foi músico na Rádio Tupi. A primeira participação em estúdio foi em 1949, com o conjunto de harmônicas Brazilian Rascals. Iniciou-se no jazz em 1954, tocando na Rádio Mayrink Veiga e no bar do Hotel Plaza. Em 1960, teve registrado pela primeira vez seu trabalho de compositor, com a gravação de “Sambop” (com Durval Ferreira) e “Tristeza de Nós Dois” (com D. Ferreira e Bebeto) por Cladette Soares, no LP Nova Geração em Ritmo de Samba.

Nos Estados Unidos atuou em shows ao lado de músicos como Joe Carter, Paquito d’Rivera, Jim Hall, Ron Carter, Herbie Mann, Sarah Vaughan, Barney Kessel, Chuck Mangioni, Dom Burrows, Toots Thielemans, Joe Carter e Richard Kimball. No Brasil, tocou com Vitor Assis Brasil, Chico Buarque, Claudette Soares, Eumir Deodato, Os Cariocas, Gilberto Gil, Elis Regina, Nara Leão, Maysa, Raul Seixas, Maria Bethânia, Elba Ramalho, Zizi Possi, Luiz Melodia, Tito Madi, Pery Ribeiro, Carmen Costa, Lúcio Alves, Tom Jobim, Baden Powell, Edu Lobo, Hermeto Pascoal, Paulo Moura, Sebastião Tapajós, Sérgio Mendes, Sivuca, Waldir Azevedo e muitos outros. Apresentou-se em festivais como Montreux Festival, ao lado de David Samborn, Month Alexander e Nina Simone, III Festival Internacional da Canção (TV Globo), ao lado de Taiguara, IV Festival de Música Popular Brasileira (TV Record), com “Domingo de manhã” (dele, Arnaldo Costa e Mário Telles), interpretada por Wilson Miranda.

Participou de trilhas sonoras de diversos filmes (como Os Cafajestes, O Beijo no Asfalto e Lulu, de Phillipe de Broca) e telenovelas (a exemplo de Malu Mulher, TV Globo). Presença marcante também, em 1999, nos shows Tributo a K-Ximbinho (RJ), Tributo a Waldir Azevedo (Brasília) e 40 Anos de Bossa Nova (RJ), além de shows memoráveis comemorando seus 75 anos e 60 de carreira (em 2007, na Sala Cecília Meirelles – RJ) e pelo seu 80º aniversário (em 2012, no Teatro Vannucci – RJ), ao lado de Alberto Chimelli, Luiz Alves, João Cortez, Idriss Boudrioua e Chiquito Braga. Em 2013, Mauricio foi tema do documentário do diretor e músico Rodolfo Novaes (Mauricio Einhorn – Estamos Aí), que conta sua biografia, acontecimentos de sua carreira e seu ponto de vista sobre a música e a gaita.

Além de participar de dezenas de discos de outros artistas, Maurício Einhorn lançou Travessuras (2007 – Delira Música), Conversa de Amigos – vol. 2 (2007 – Delira Música), Conversa de Amigos – vol. 1 (2002 – Delira Música), O Encontro de Solistas (1999 – Movieplay), Tempos de Bossa Nova (1997 – Ed. Caras), Instrumental no CCBB (1996 – Tom Brasil), The Joe Carter Quartet (1996), Zimbo Trio / Maurício Einhorn e seu trio (1993 – Tom Brasil/Eldorado), Jugando en Buenos Aires (1985 – Selo Interdisc), Maurício Einhorn & Sebastião Tapajós (1984 – Barclay/Ariola), ME (1980 – Clam), The Oscar Winners (1975 – reeditado como A Era de Ouro do Cinema) e Portate Bien (1949 – Gravadora Rio, em 78 rpm).

Curso de Formação de Sargentos Músicos CFN / 2019

Publicado em: 08/03/2018

O Comando do Pessoal de Fuzileiros Navais (CPesFN) torna público a abertas das inscrições para o concurso de admissão ao Curso de Formação de Sargentos Músicos do Corpo de Fuzileiros Navais (CFSG-MU-CFN) para 2019. Publicado na Seção 3 do Diário Oficial da União Nº 45, quarta-feira, 07 de março de 2018.

Requisitos Básicos

  • ser brasileiro(a) ambos os sexos;
  • ter, no mínimo, 18 anos e no máximo 24 anos de idade, referenciados em 1º de janeiro de 2019;
  • ter concluído, com aproveitamento, o ensino médio ou curso equivalente, em estabelecimento de ensino reconhecido oficialmente; e
  • ter altura mínima 1,54m e máxima 2,00m (ambos os sexos).

Etapas do Concurso:

Exame de Escolaridade – 30 Junho de 2018 (sábado).

O Concurso de Admissão ao C-FSG-MU-CFN será realizado em sete etapas, a saber:

  • Exame de Escolaridade (eliminatório e classificatório);
  • Prova Prática de Música (eliminatório e classificatório);
  • Verificação de Dados Biográficos;
  • Inspeção de Saúde;
  • Teste de Suficiência Física;
  • exame psicológico; e
  • verificação de documentos.

As Datas das etapas do concurso estão previstas no Calendário de Eventos do Concurso.

O Exame de Escolaridade será constituído de duas provas – “Prova Específica de Música” e “Prova de Expressão Escrita”, com duração de três horas, elaborada pelo CPesFN, abrangendo assuntos equivalentes até o nível do terceiro ano do Ensino Médio, inclusive. Cada prova valerá 100 (cem) pontos.

Apenas serão submetidos à Prova Prática de Música os candidatos aprovados na Prova Específica de Música e na Prova de Expressão Escrita.

Cidade de realização do Exame de Escolaridade:

Belém-PA; Brasília-DF; Florianópolis-SC; Fortaleza-CE; Ladário-MS; Manaus-AM; Natal-RN; Olinda-PE; Rio Grande-RS; Salvador-BA; São Luiz- São Paulo-SP; e Vila Velha-ES.

Teste de Suficiência Física

Será constituído de uma prova contendo as seguintes modalidades, com os respectivos índices mínimos para aprovação:

a) natação – nadar 50m, em até 2 minutos, para os candidatos do sexo masculino e em até 2 minutos e 30 segundos, para os candidatos do sexo feminino, sem parar, sem apoiar nas bordas, raias ou no fundo da piscina, ou utilizar qualquer recurso de ajuda. Deverá ser utilizado o nado livre (sendo caracterizado um dos quatro estilos: Crawl, Costa, Peito ou Borboleta), não será permitida a prática denominada “cachorrinho”;

b) corrida – correr 3.200m, em até 19 minutos e 30 segundos, para os candidatos do sexo masculino e em até 21 minutos e 30 segundos, para os candidatos do sexo feminino;

c) flexão na barra (apenas para os candidatos do sexo masculino) – três repetições, que poderão ser realizadas com as palmas das mãos voltadas para frente (pronação) ou para trás (supinação) e serão contadas entre a distensão total dos braços e sua flexão até que o queixo ultrapasse a barra. Para alcançar a barra o candidato poderá utilizar qualquer meio, todavia, o impulso não deve ser empregado para contar a primeira flexão na barra;

d) flexão no solo (apenas para os candidatos do sexo feminino) – dez repetições, que poderão ser realizadas com os joelhos apoiados no solo. O candidato deverá se posicionar sobre o solo, de frente, apoiando o tronco e as mãos, ficando estas ao lado do tronco com os dedos apontados para frente e os polegares tangenciando os ombros, permitindo, assim, que fiquem com um afastamento igual à largura do ombro. Após adotar a abertura padronizada dos braços, deverá erguer o tronco até que os braços fiquem estendidos. A execução consistirá em abaixar o tronco flexionando os braços paralelamente ao corpo até que o cotovelo ultrapasse a linha das costas, sem que o corpo encoste no solo, estendendo, então, novamente os braços e erguendo o tronco até que os braços fiquem totalmente estendidos, quando será contada uma repetição completa; e

e) abdominal – trinta e oito repetições em um minuto, para os candidatos do sexo masculino e vinte repetições em um minuto, para os candidatos do sexo feminino, realizadas no solo em decúbito dorsal, com as pernas dobradas, os joelhos unidos, os braços cruzados sobre o peito, com o auxílio de um companheiro, prestando apoio sobre pés e joelhos. Serão contadas entre o toque do dorso no solo e o toque dos antebraços nas coxas.

Fonte: http://www.concursosmilitares.com.br/concurso-sargento-musico-cfn/

Wolfgang Amadeus Mozart, O AMIGO DE DEUS (1756 – 1791)

Wolfgang Amadeus Mozart foi, certamente, um dos maiores gênios da humanidade. Menino prodígio, compositor, pianista, organista, violinista e regente, nasceu no dia 27 de janeiro de 1756 em Salzburg, na Áustria, e viveu apenas 35 anos.

Seu nome de batismo, JOHANNES CHRYSOSTOMUS WOLFANGUS THEOPHILUS MOZART, é tão grande quanto sua importância como homem e músico. Theophilus, em grego – o amigo de Deus” – foi latinizado para Amadeus. Ele nunca assinou Chrysostomus – “o que tem a boca de ouro” – mas a natureza de sua música confirma a qualidade áurea de sua personalidade.

Desde cedo o “amigo de Deus” produziu obras perfeitas, quase oitocentas, sendo que hoje conhecemos pouco mais de seiscentas. A lista cronológica organizada em 1862 por Ludwig Ritter von Köechel, registra uma provável primeira composição datada de 1761, “Menuett und Trio” composta quando ele tinha apenas 5 anos. As composições de Wolfgang são seguidas de um “k” numerado que se refere ao catálogo de Köechel. Por exemplo: “Sinfonia no.13 em Fá Maior, k.112” ou “Quinteto de Cordas em Ré Maior, k.593“.

Wolfgang Amadeus compôs sua primeira Sinfonia aos 8 anos e as primeiras óperas com apenas 12. O primeiro quarteto de cordas, aos 14.

Uma história, contada por Schachtner, trompetista e amigo da família Mozart, testemunha os esforços da criancinha, com apenas quatro anos:

“Certo dia o pai, Leopold, surpreendeu Amadeus escrevendo algo.

– O que você está fazendo, Wolferl?

– Estou compondo um concerto, disse o menino.

– Deixa-me ver, disse o pai.

– Ainda não acabei.

– Não faz mal, quero ver assim mesmo.

Leopold pegou o papel e mostrou-me umas notas rabiscadas. O pequeno Wolfgang mergulhava a pena até o fundo do tinteiro, fazendo borrões e tentava apagá-los com a palma da mão. Rimos, a principio, do que nos pareceu uma bobagem. Mas, de repente, ficamos imóveis, com os olhos fixos no papel. Leopold deixou cair algumas lágrimas de emoção e de alegria observando a composição.

– Veja, senhor Schachtner, disse ele, tudo isto está concebido com clareza! Pena que seja inexecutável, de tão difícil que é.

– Mas, replicou a criança, não é um concerto? Sendo um concerto é preciso estudar até conseguir executá-lo.

E começou a tocar no cravo, mostrando-nos que tinha a noção exata do que estava criando.”

Quando Wolferl completou 6 nos, Leopold imaginou a possibilidade de ganhar muito dinheiro exibindo-o numa árdua tournée pelas cortes da Europa. Os resultados financeiros dessa aventura foram pequenos se comparados com os danos causados à frágil saúde do menino.

Aos 10 anos, Wolfgang era um dos mais respeitado “virtuoses” da Europa, tanto no piano como violino. Improvisava como um mestre maduro e regia as principais orquestras e corais das cortes . Além disso sabia cantar com uma linda voz infantil de contralto.

O Papa Clemente XIV ficou tão admirado com Wolfgang Amadeus que concedeu, pela primeira vez a uma criança, a condecoração da “Ordem dos Cavaleiros da Espora de Ouro”. Goethe também ouviu o menino Wolferl em 1763 e declarou: “além do que ouvi, lá estava um homenzinho de peruca e espada…

Outro fato curioso nos revela a genialidade de Amadeus. Durante dois séculos, uma das atracões turísticas de Roma era o famoso “Miserere” de Gregorio Allegri (1584-1652) cantado na Capela Sistina apenas na quarta-feira da Semana Santa. Desde que o “Miserere” fora composto, a Igreja proibiu copiar os originais da obra. Em 1770, aos 14 anos, o jovem Mozart esteve em Roma e, depois de ouvir uma só vez essa obra de enormes complexidades polifônicas, escreveu-a toda de memória. Depois conferiram seu trabalho com o original constatando-se que não havia sequer uma falha!

Wolfgang tinha uma espantosa facilidade para matemática. Enquanto apenas aprendia ler, já sabia as tabuadas de cor. Logo depois, fazia cálculos complexos de memória. Para espanto de seus instrutores, aprendia com rapidez os princípios mais adiantados de álgebra e geometria. Aos 15 anos falava francês, inglês, italiano e conhecia as regras da língua latina.

Wolfgang Amadeus era também um mestre no jogo de bilhar. Depois dos instrumentos musicais, o objeto de que ele mais se orgulhava em possuir era uma grande e bem conservada mesa de bilhar. Convidava parceiros para noitadas desse jogo no qual sempre saia vitorioso. Às vezes, quando compunha, espalhava os papéis de música sobre a mesa de bilhar e, enquanto empurrava bolas de um lado para outro, ia anotando as notas na partitura. Para ele, o ato de compor era diferente da maioria dos compositores. A obra era concebida inteira na imaginação onde ele ouvia mentalmente os ritmos, a melodia, cada detalhe harmônico e instrumental antes de passar a música para o papel. Depois, o trabalho consistia em apenas transcrever para códigos musicais convencionais o que ouvira nos planos mentais. Este é o motivo pelo qual os manuscritos de Amadeus não apresentam rasuras ou correções significativas.

Mozart era um espírito livre, muitas vezes irreverente diante dos falsos princípios morais de sua época. Freqüentemente debochava dos nobres com trocadilhos e jogos de palavras. Era “especialista” num certo tipo de humor picante que chegou a registrar em peças musicais cantadas. Para provocar seus rivais, redigia cartas que podiam ser entendidas com duplo sentido, lendo algumas frases do começo para o fim ou do fim para o começo. Essa rebeldia lhe valeu muita perseguição e críticas negativas que repercutiram sobre a aceitação de algumas de suas obras.

Apesar da propaganda turística hoje existente em Salzburg, envolvendo a figura de Mozart, sabe-se que ele detestava sua cidade natal e que seu verdadeiro desejo era viver em Londres.

Wolfgang ingressou na Maçonaria aos 28 anos. Mas o curioso é que, aos 16 anos já havia composto a canção “O heiliges Band” dedicada a uma cerimônia maçônica na Loja de Tobias Gebler. Uns cinco anos mais tarde Wolfgang Amadeus estabelecia contatos “sigilosos” com Theobald Marchand, fundador da Loja de Mannheim. No entanto, a iniciação de Wolfgang na Loja “Zur Wohlthätigkeit” (Beneficência) aconteceu bem mais tarde, em 14 de dezembro de 1784 Ele foi elevado ao Grau de Companheiro em 7 de janeiro de 1785 e tornou-se Mestre uma semana depois.

Embora não haja registros históricos, existem indícios de que Amadeus teve contato com os Rosacruzes. Ele teve bastante “tempo livre” em Paris e suas famosas cartas revelam pouco do que andou fazendo por lá enquanto não estava compondo ou se apresentando. Mozart é evasivo na correspondência com o pai e desconversa queixando-se de “muita lama pelas ruas de Paris“. Naquela época o pensamento filosófico e exotérico da Europa era liderado a partir da França por Cagliostro e Saint-Martin. Depois, em Viena, o compositor deve ter conhecido algumas Lojas Rosacruzes. Por volta de 1777 o livro “Nuvem Sobre o Santuário” de Karl von Eckartshausen estava bastante difundido entre livres-pensadores cristãos. A linguagem e o pensamento místico de Wolfgang são fortemente influenciados por esse tipo de literatura.

Wolfgang Amadeus nutria interesse por fenômenos “sobrenaturais” e freqüentava grupos do racionalismo iluminista liderados por Franz Anton Mesmer, médico vienense e membro da Ordem Rosacruz. Mesmer formulou a teoria do magnetismo animal e praticava curas através do “fluido” universal (mesmerismo). Amadeus aprendeu com Mesmer a existência de um “sentido interior” no homem além das sensações e da razão. O médico Rosacruz e o jovem compositor foram amigos íntimos. Desenvolveram juntos um instrumento musical, a “harmônica de vidro” ou “glass-harmonika” a partir de um projeto de Benjamim Franklin, que também era Rosacruz. Segundo alguns ocultistas da época, esse instrumento “arrebatava” o corpo psíquico dos ouvintes. Por isso o instrumento caiu em desuso. Todavia, Mozart compôs para ele o “Adagio para Harmonika, k 356″ e o “Adagio e Rondo para Harmonika, Flauta, Oboé, Viola e Violoncelo k 617″.

As três últimas obras de Wolfgang, todas do ano de 1791, foram “A Flauta Mágica“, o “Concerto para Klarinette” e o famoso “Requiem“.

A ópera “A Flauta Mágica” está repleta de princípios Rosacruzes, simbolos Maçônico e ideais dos Cavaleiros Templários. O aspecto geral da ópera é de um conto de fadas com elementos de comédia. Tudo se passa próximo a um templo egípcio. Osires e Isis são invocados pelo Mestre do Templo, Sarastro, uma alusão à realeza e ao princípio solar (Sar + Astro). Tamino, o herói masculino, representa o princípio “animus” da iniciação; Tamina é o amor feminino sublimado dos antigos Templários e representa “anima“.Papageno, figura meio homem e meio pássaro, é o “bom selvagem” rousseauniano; ele não consegue guardar silêncio durante a iniciação mas, mediante a combinação de sons e repetição de certas vogais, alcança seus modestos desejos – obter boa comida, bebida farta e uma linda companheira que lhe dê muitos filhos. “A Flauta Mágica” teve sua primeira apresentação em 30 de setembro de 1791, dois meses e cinco dias antes da morte de Wolfgang Amadeus.

Um fato intrigante é que, nove anos após sua morte, a viúva Constanze entregou a Härtel um plano redigido pelo marido visando a criação de uma sociedade secreta com o nome de “A Gruta“. Esse manuscrito, também de inspiração rousseauniana, encontra-se “desaparecido”.

A morte de Amadeus está intimamente ligada à composição do “Requiem“. No final de 1791, Mozart estava envolvido com o sucesso de “A Flauta Mágica“. Mas sua saúde vinha decaindo rapidamente. Ele se queixava de traição e afirmava que o haviam envenenado. Era freqüentemente visto pelos cantos, calado e entristecido.

Nesse meio tempo, recebeu a visita de um estranho, vestido de negro, com um pedido para compor uma missa fúnebre, o “Requiem“. Wolfgang, fragilizado pela doença que o consumia, encarou o fato como premonição de sua própria morte. O estranho adiantou-lhe parte do pagamento e, mesmo assim, Wolfgang Amadeus continuava convicto de que aquele homem era a visão da morte.

Nas semanas seguintes, ele mal conseguia andar. Delirava de febre a maior parte do tempo com as pernas e braços muito inchados.

Com isso o “Requiem” ficou inacabado e foi terminado por seu aluno Sussmayer, segundo anotações deixadas pelo Mestre.

Amadeus morreu cercado de poucos amigos, em Viena, na madrugada do dia 5 de dezembro de 1791. Seu sepultamento foi simples e acompanhado por poucas pessoas. Chovia muito. O local de seu sepulcro permanece ignorado até hoje.

Alguns ocultistas do século XIX sustentavam que Wolfgang Amadeus Mozart teria sido Mestre Rosacruz e que, passados alguns dias de sua morte, o corpo fora removido de um jazigo provisório para ser secretamente cremado.

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