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 Salas de Concerto


História da Sala São Paulo

A cidade de São Paulo, na década de 1920, era o centro irradiador da produção de café e a Estrada de Ferro Sorocabana sua mais importante veia de distribuição. Era preciso que sua principal estação espelhasse pujança e riqueza. Cristiano Stockler das Neves foi o arquiteto convidado para criar um projeto de estilo eclético, muito ao gosto da época. A crise de 29 interrompeu a construção do edifício antes do projeto concluído.

Em 1938, finalmente, a capital do Estado vê sua nova Estação de trens, com área total de 25 mil m2, batizada com o nome de Júlio Prestes. Localizada no centro da metrópole que sê fez crescer, a Estação viu todo o seu entorno degradar-se, a importância do transporte ferroviário decrescer e outras regiões da cidade assumirem o posto de zonas de prosperidade cultural e econômica.

Nos anos 90, a tendência mundial de revitalização dos centros históricos contagiou São Paulo. Inevitavelmente, a imponente Estação Júlio Prestes foi vista como um edifício a ser reaproveitado e a quem caberia um nobre destino no próximo milénio: abrigar uma sala de concertos com qualidade acústica irrepreensível, e ser a sede da Orquestra Sinfônica do Estado de São Paulo.

Artec Consultants Inc., escritório norte-americano de longa tradição em projetos acústicos (Birmingham, Dallas e Lucerna, entre muitos outros), admirou-se com as dimensões e características da área central da Estação, uma perfeita "caixa de sapatos" (shoe box) - ? maneira de tradicionais salas de concerto, como a Musikverein de Viena. Ao longo de 18 meses, centenas de operários e técnicos especializados fizeram uso de modernas tecnologias, assim como de procedimentos artesanais de longa tradição, para entregar a São Paulo uma sala de concertos que alia beleza, infra-estrutura e boa acústica.

A convivência com as linhas de trem ainda em operação exigiu a instalação de uma laje flutuante sob o piso principal. O forro é ajustável por meio de painéis motorizados e controlados independentemente - o que permite mudança de altura e desenho do forro - e assim cria ambientes acústicos para cada repertério que se execute na Sala.

Os revestimentos, o design do mobiliário, a disposição dos camarotes e balcões foram cuidadosamente planejados para permitir que os 1509 espectadores que nela cabem desfrutem de todo o conforto necessário para os espetáculos que a Sala São Paulo vem acolhendo, desde sua inauguração em 9 de julho de 1999.

Em sua passagem por São Paulo, é frente da Orquestra Filarmônica de Viena, o Mo. Lorin Maazel expressou sua admiração pela Sala São Paulo dizendo: "A nova sala de São Paulo merece cumprimentos: o som é adorável."


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