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Brilho e maestria técnica em árias
barrocas
A soprano americana Vivica Genaux confirma sua reputação neste
repertório ao gravar álbum com raridades de Vivaldi
A soprano norte-americana Vivica Genaux, ainda que cada vez mais requisitada
no cenário internacional, diz que não deixa seu Alasca natal por
nada. Musicalmente, porém, divide-se entre dois mundos - as óperas
de Rossini e o repertório barroco, ao qual ela dedica seu novo disco,
Pyrotechnics, que a EMI lança esta semana em edição nacional.
"Passei meus primeiros anos como cantora interpretando Rossini em ópera
como La Cenerentola, O Barbeiro de Sevilha e L"Italiana in Algeri. Depois
de um tempo, comecei a me perguntar qual outro repertório seria adequado
para minha voz", conta Vivica. Foi então que conheceu o maestro
René Jacobs, especialista no repertório barroco. "As cores
e agilidade dos instrumentos barrocos me encantaram e, desde então, continuei
a explorar esse repertório avidamente. Acredito que certo grau de especialização
é importante. Vivemos em uma época na qual o cantor é obrigado
a sair-se bem perante quatro séculos de repertório e estilos musicais.
A ideia de que uma voz pode se prestar a tudo isso é incompreensível.
Estou muito feliz no nicho Rossini-barrocos", garante a soprano.
A associação com Jacobs e seu Concerto Köln tornou-se um
dos marcos da carreira de Vivica - ela esteve no Brasil com eles no ano passado
e, em janeiro, atuou em uma montagem do grupo da ópera La Cenerentola,
em Paris. Em Pyrotechnics, no entanto, ela se associa a outro time de especialistas
na música barroca, também conhecidos do público brasileiro
- Fabio Biondi e o Europa Galante - para interpretar árias de Vivaldi
que exigem brilho e maestria técnica. Ela, no entanto, não limita
sua interpretação ao virtuosismo. "O que temos é a
perfeita combinação do estilo barroco, com suas escalas, arpeggios,
saltos, trinados, com a delicadeza de passagens líricas." A seleção
de árias traz trechos de óperas como Semiramide, Catone in Utica,
Rosmira Fedele e Farnace, além de partes de títulos desconhecidos,
que não chegaram na íntegra à nossa época."
Fonte:
Estadão - 03 de Março de 2010
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