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Chopin/ Rachmaninov: Piano - Hélène Grimaud (Piano)
Neste novo trabalho, Hélène Grimaud, a pianista amada pelo grande público e saudada pela crítica tanto na França, seu país de origem, quanto no exterior, apresenta obras de Frédéric Chopin (1810-1849) e Sergei Rachmaninov (1873-1943). São nove faixas, dividas entre a Sonata para Piano No. 2 em Si Menor, Opus 35 e 36, e as belíssimas Berceuse em Ré Maior, Op. 57 e a Barcarolle em Fá Sustenido Maior, Op. 60. Vale a pena conferir! - R$ 29,90 - Saiba Mais
Clarinet Quintet, Op. 34 - Carl Maria Von Weber (1786-1826) - Joseph Küffner
Este álbum traz uma das principais obras de Carl Maria Von Weber (1786-1826), intitulada "Clarinet Quintet, Op. 34", além do "Grand Duo Concertant, Op. 48" e "Variation, Op.33". São nove faixas com a interpretação excelente do clarinetista Kalmán Berkes, ao lado do pianista Jenó Jandó e o Auer Quartet. Um CD que não pode faltar em sua coleção. Vale a pena conferir! - R$ 29,90 - Saiba Mais
Da Vinci: Music from His Time - Vários
O filme baseado no best-seller de Dan Brown, "Código Da Vinci", promete ser um dos maiores sucessos cinematográficos de todos os tempos. E para entrar no clima, nada melhor que ouvir o álbum Da Vinci: Music From His Time, que reúne obras de seu tempo, dos grandes líderes da música renascentista, como Josquin, Ockeghem, Agricola e Verdelot. Perfeito tanto para os amantes da música clássica quanto para aqueles que se interessam pela vida de Leonardo da Vinci. Confira! - R$ 14,90 - Saiba Mais
All I Ask Of You - Andrew Lloyd Webber - Charles Hart
R$ 6,00 - Saiba Mais



Beethoven, o Princípio da Modernidade - Daniel Bento
Este livro se ocupa de Hammerklavier, a mais longa e difícil sonata para piano do compositor. Levanta, paralelamente, questões provocativas da interpretação pianística. Ao mesmo tempo, com a abordagem da Suíte para piano op. 25 e da Klavierstück op. 33ª de Schoenberg, o texto estabelece um triângulo não refutado pelas onze décadas que se inserem entre as composições. Tal aproximação é apoiada pelo uso de meios analíticos tanto tradicionais quanto relativamente recentes, capazes de aproximar análise musical e composição. - R$ 24,00 - Saiba Mais
Best of Queen:Transcribed Score - Importado - Hal Leonard (Ed.)
Play 15 Queen classics note-for-note with these detailed transcriptions that match every instrument used on the original recordings. Songs include: Bohemian Rhapsody - Crazy Little Thing Called Love - I Want It All - I Was Born to Love You - Killer Queen - Somebody to Love - Stone Cold Crazy - Tie Your Mother Down - We Are the Champions - We Will Rock You - and more. - R$ 49,90 - Saiba Mais

Os cantores "castrati"
por: Aristides A. J. Makowich

Acredita-se que, em geral, os estilos de canto ocidental moderno remontam apenas ao final do século XVI. Inicialmente é provável que a voz masculina aguda fosse preferida pela sua grande potência, em vista de um tórax mais avantajado que o das mulher. O surgimento da ópera e as restrições impostas às vozes femininas, influenciaram a arte do canto e a procura de vozes não só adequadas de soprano, mas sobretudo potentes. Isso era encontrado nos cantores pre-púberes masculinos que, infelizmente, logo perdiam seu dom e "engrossavam" a voz ao atingirem a puberdade.

Como resultado da expulsão das mulheres dos palcos e coros, decretada pela Igreja, surgiram no século XVIII, os "castrati", que eram cantores castrados antes da puberdade para preservarem o registro de soprano ou contralto da voz. Apoiada em pulmões masculinos, essa voz era ágil e penetrante.

Os "castrati" foram usados pela Igreja Católica durante mais de 300 anos e ocuparam uma posição dominante na ópera dos séculos XVII e XVIII, tendo sido fundamentais no desenvolvimento e popularização da ópera italiana (Monteverdi dava preferência ao uso de "castrati" em suas obras).

A voz "castrato" atendia à necessidade dos compositores da Contra-Reforma de vozes agudas e expressivas na música de igreja, e os "castrati" foram então utilizados nos três séculos seguintes. Na ópera, sopranos e "castrati" tornaram-se os cantores mais valorizados no período barroco, com sua eloqüência insuperável no estilo novo e fluente do "bel canto" e, em alguns casos, o resultado dessa operação tornou possível uma voz de assombrosa irrealidade de tom e perfeição técnica. Para muitas dessas vítimas desse sofisticado barbarismo, o resultado foi uma carreira em obscuridade provincial perdida, enquanto outros tiveram um sucesso de superstar hollywoodiano.

Farinelli e Alessandro Moreschi, O último “Castrato”

O mais famoso "castrato" foi o napolitano Carlo Broschi (1705-1782),conhecido como Farinelli e que foi tema recente de película cinematográfica homônima.

Castrado aos sete anos de idade, Farinelli cantou a partir dos anos 1720 em óperas, incluindo várias de seu professor, o famoso Nicolau Porpora, e da maioria dos compositores de sua época. No auge de sua forma vocal, cantou em Londres e foi altamente louvado pela sua agilidade, pureza tímbrica e bela sonoridade e teria sido capaz de sustentar uma nota por mais de um minuto sem respirar.

Desfrutou de aposentadoria, dono de enorme riqueza recebendo, em sua propriedade em Bolonha, o Padre Martini, Chistoph W.Gluck e Mozart e foi muito influente na difusão do estilo musical floreado.

Outro "castrato" mezzo-soprano famoso, foi Gaetano Cafarelli (1710-1783), também aluno de Porpora e compositor para o qual Händel escreveu a famosa ária "Ombra mai fù" de Xerxes (o "Largo"). Sua voz era encantadora, inferior apenas à de Farinelli, mas sua arrogância o tornou impopular.

Foram também famosos Loreto Vitori, que permaneceu na Itália, e Baldassare Ferri, que serviu às cortes de Varsóvia e Viena. É conhecido o episódio do grande Franz Joseph Haydn que, como cantor da Igreja de Santo Estevão, quando viu sua voz mudar, ficou num sério dilema: se se submetesse à castração, conservaria sua função, mas o jovem preferiu enfrentar os rigores de uma nova condição passando fome e frio, cedendo seu lugar ao irmão Michael, mais jovem que ele, preservando assim sua integridade física.

Em 1878, o Papa Leão XIII extinguiu a castração e o último “castrato” de que se tem notícia, foi Alessandro Moreschi, falecido em 1922. Sua voz foi gravada e se constitui hoje, no único registro do verdadeiro som produzido por um “castrato”.


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